Candidato conforme a preferência do eleitor: a influência da desinformação, robôs e algoritmos no convencimento do eleitorado

Autores

  • Márcia Haydée Porto de Carvalho Universidade Federal do Maranhão http://orcid.org/0000-0002-0783-4302
  • Raissa Campagnaro de Oliveira Costa Mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça da UFMA. Pós-graduada em Direito Processual Civil pela ESA-OAB/MA em parceria com a UFMA. Advogada Associada do Escritório João Batista Ericeira Advogados Associados. E-mail: [email protected]

DOI:

https://doi.org/10.18256/2238-0604.2023.v19i1.4866

Palavras-chave:

Liberdade de expressão, propaganda eleitoral, manipulação, desinformação, novas tecnologias

Resumo

O presente artigo tem por objetivo analisar as perspectivas futuras e as soluções para o problema da manipulação do eleitor na propaganda eleitoral, produzidos pela desinformação, o uso de robôs, a utilização de algoritmos para a criação de perfil do eleitor, com a garantia do princípio eleitoral da primazia do direito fundamental da liberdade de expressão. Utilizou-se como método de abordagem o dedutivo, como método de procedimento, o descritivo exploratório, como técnicas de pesquisa, a bibliográfica, a jurisprudencial e a documental. Concluiu-se que as redes sociais, como outros meios de comunicação, podem combater a manipulação da propaganda eleitoral, mediante autorregulação. Já o Estado, por meio do poder executivo, com o uso de medidas educativas voltadas ao cidadão, e o judiciário, julgando caso a caso de forma proporcional e/ou razoável e preferencialmente numa perspectiva preventiva, devem enfrentar esse desafio, de modo a sempre garantir o princípio eleitoral da primazia da liberdade de expressão.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Márcia Haydée Porto de Carvalho, Universidade Federal do Maranhão
    Doutora em Direito pela PUC/SP. Pós-Graduada em Altos Estudos de Política e Estratégia pela Escola Superior de Guerra. Professora da Graduação em Direito e do Mestrado em Direito e Instituições do Sistema de Justiça da UFMA. Promotora de Justiça no Maranhão.
  • Raissa Campagnaro de Oliveira Costa, Mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça da UFMA. Pós-graduada em Direito Processual Civil pela ESA-OAB/MA em parceria com a UFMA. Advogada Associada do Escritório João Batista Ericeira Advogados Associados. E-mail: [email protected]

    Mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça da UFMA. Pós-graduada em Direito Processual Civil pela ESA-OAB/MA em parceria com a UFMA. Advogada Associada do Escritório João Batista Ericeira Advogados Associados. E-mail: [email protected]

Referências

ALEXY, Robert. Teoria dos direitos fundamentais. São Paulo: Malheiros Editores, 2008.

BRAGA, Renê Morais da Costa. A indústria das fake news e o discurso de ódio. In: PEREIRA, Rodolfo Viana (Org.). Direitos políticos, liberdade de expressão e discurso de ódio. Belo Horizonte: IDDE, 2018. p. 203-220.

BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Ação Direta De Inconstitucionalidade 4.451 Distrito Federal. Relator: Min. Alexandre de Moraes, 21 de junho de 2018. Disponível em: https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749287337.

DAHL, Robert. Um Prefácio à Teoria Democrática. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1989.

DAHL, Robert. Sobre Democracia. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2001.

DAHL, Robert. Democracia e Seus Críticos. São Paulo: Martins Fontes, 2012.

DIAS, Jefferson A; DA SILVA, Fabiano F. Bots, fake news, fake faces, deepfakes e sua eventual influência no processo eleitoral democrático. Revista da advocacia do poder legislativo, 2021. Disponível em: https://revista.anpal.org.br/wp-content/uploads/2022/03/Artigo_02_Fabiano_Fernando_e_Jefferson_Aparecido-1.pdf

DOURADO, Tatiana; GOMES, Wilson. O que são, afinal, fake news, enquanto fenômeno de comunicação política? 2019.

FARIAS, Edilsom. Liberdade de Expressão e comunicação: Teoria e proteção constitucional. Florianópolis. 2001. Disponível em: https://core.ac.uk/download/pdf/30360546.pdf.

FARKAS, Johan. Disguised Propaganda on Social Media: Addressing Democratic Dangers And Solutions. 2018.

FERREIRA, Marcel C; MATOSO, Mariana C. Fake News e o comportamento de manada: a influência social para a aceitabilidade do conteúdo falso. Revista Research, Society and Development, 2022.

FONSECA, Reynaldo S. da; RODRIGUES, Matheus V. A. Para além do judiciário: o controle judicial da fake News no processo democrático eleitoral. Revista Direito UNB, v. 03, n. 01, 2019.

GOMES, José Jairo. Direito Eleitoral. 16. ed. São Paulo: Atlas, 2020.

GROSS, Clarissa Piterman. Fake news e democracia: discutindo o status normativo do falso e a liberdade de expressão. In: RAIS, Diogo (Coord.). Fake news: a conexão entre a desinformação e o direito. São Paulo: Thomson Reuters Brasil, 2018. p. 153 -174.

HORNUNG, Gerrit; SCHNABEL, Christoph. Data protection in Germany I: The population census decision and the right to informational self-determination. Computer Law & Security Report, v. 25, 1. ed. p. 84-88, 2009.

KEEN, Andrew. O culto do Amador: como blogs, MySpace, Youtube e a pirataria digital estão destruindo nossa economia, cultura e valores. Rio de janeiro: Jorge Zahar Editora, 2009.

MENDONÇA, Naiane. O fenômeno das “fake news” no direito brasileiro: implicações no processo eleitoral. Revista VirtuaJus, Belo Horizonte, v. 4, n. 6, p. 294-316, 1º sem. 2019.

MILL, John Stuart. Sobre a Liberdade. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2011. Disponível em: https://efabiopablo.files.wordpress.com/2017/02/sobre-a-liberdade-col-saraiva-de-bolso.pdf

OSÓRIO, Aline. Direito Eleitoral e Liberdade de expressão. Belo horizonte: Fórum, 2017.

PINTO, Danielle J. A; MORAES, Isabela. As mídias digitais como ferramentas de manipulação de processos eleitorais democráticos: uma análise do caso Brexit. Revista de Estudios Sociales, 2020.

RAIS, Diogo. Fake News e eleições. [Entrevista cedida a] Pedro Canário. Conjur, São Paulo, 12 ago. 2018. Disponível em: https://www.conjur.com.br/2018-ago-12/entrevista-diogo-rais-professor-direito-eleitoral.

RUFINO, Fernanda; FACHIN, Zulmar. Liberdade de manifestação do Pensamento: uma análise à luz do pensamento do STF. Revista do Instituto de Direito Constitucional e Cidadania – IDCC, Londrina, v. 4, n. 1, p 224-238, ago, 2019. Disponível em: https://faculdadeslondrina.com.br/ojs/index.php/revistaidcc/article/view/45/pdf_43

SANTOS, Andréia. O impacto do big data e dos algoritmos nas campanhas eleitorais. 2017. Disponível em: https://itsrio.org/wp-content/uploads/2017/03/Andreia-Santos-V-revisado.pdf

SILVEIRA, Marilda de Paula. New technologies and elections: should the state play Any role in combating misinformation? Populus Revista Jurídica da Escola judiciária Eleitoral da Bahia, n. 8, jun. 2020.

SOLOVE, Daniel. “I’ve got nothing to hide” and other misunderstandings of privacy. Harvard University Press. Cambridge, n. 420. Maio, 2008. Disponível em http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=998565. Acesso em: 24 jan. 2015.

SUNSTEIN, Cass. 2009. Going to Extremes: How like Minds Unite and Divide. Nova York: Oxford University Press.

WATSON, Hugh J. Tutorial: Big Data Analytics: Concepts, Technologies, and Applications. Communications of the Association for Information Systems: V. 34, n. 65. 2014. Disponível em: http://aisel.aisnet.org/cais/vol34/iss1/65.

Downloads

Publicado

11-12-2023

Como Citar

CARVALHO, Márcia Haydée Porto de; CAMPAGNARO DE OLIVEIRA COSTA, Raissa. Candidato conforme a preferência do eleitor: a influência da desinformação, robôs e algoritmos no convencimento do eleitorado. Revista Brasileira de Direito, Passo Fundo, RS, Brasil, v. 19, n. 1, p. e4866, 2023. DOI: 10.18256/2238-0604.2023.v19i1.4866. Disponível em: https://seer.atitus.edu.br/index.php/revistadedireito/article/view/4866. Acesso em: 30 ago. 2025.