Segregação ambiental
indicadores da (in)justiça ambiental
DOI:
https://doi.org/10.18256/2238-0604.2025.v21i1.5289Palavras-chave:
Globalização, Desigualdade, Indicadores Sociais, Injustiça AmbientalResumo
O presente artigo pretende trabalhar a temática da justiça ambiental e seus desdobramentos frente à segregação existente em relação à população mais pobre, predominantemente preta, sempre destinada a ocupar as áreas mais carentes e, na maioria das vezes, desprovidas de condições básicas de saneamento básico, água tratada, educação de qualidade, e invariavelmente as mais atingidas por eventos ambientais especialmente os causados pela mudança climática. É feita análise da justiça ambiental Estados Unidos e no Brasil, passando para um estudo sobre os indicadores sociais mais recentes do Brasil, realizado pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o qual evidencia, de forma traduzida em números, o peso da injustiça ambiental que ainda persiste no solo brasileiro. Assim, o artigo é dividido em três partes: 1) A Dualidade entre Sorte e Justiça; 2) Justiça Ambiental - Gênese; 3) Justiça Ambiental no Brasil: estudos e indicadores recentes. Conclui-se, ao final, que as lutas iniciadas em 1960 nos Estados Unidos encontraram avanços, mas que ainda estão longe de solucionar a questão. A pesquisa se desenvolve sob o método dedutivo na fase de investigação; cartesiano na fase de tratamento de dados; e dedutivo no relatório da pesquisa.
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