Influência do dióxido de titânio (TiO2) na autolimpeza das argamassas
DOI:
https://doi.org/10.18256/2318-1109.2026.v15i1.5341Palavras-chave:
Dióxido de Titânio; Fotocatálise; Argamassa Autolimpante; Cimento Branco; Sustentabilidade.Resumo
A crescente degradação estética das fachadas urbanas, decorrente do acúmulo de poluentes atmosféricos e microrganismos, tem impulsionado o desenvolvimento de materiais com propriedades autolimpantes, visando reduzir custos de manutenção e aumentar a durabilidade das edificações. Nesse contexto, o dióxido de titânio (TiO₂) destaca-se como um material fotocatalítico promissor devido à sua elevada estabilidade química, baixo custo e capacidade de degradação de compostos orgânicos sob radiação ultravioleta. Este estudo teve como objetivo avaliar a influência da incorporação de diferentes teores de TiO₂ na capacidade de autolimpeza e na resistência à compressão de argamassas de revestimento produzidas com cimento branco estrutural. Foram produzidas quatro composições de argamassa, contendo 0%, 5%, 15% e 25% de TiO₂, utilizando traço 1:5 (cimento branco:areia) e relação água/cimento de 0,8. Inicialmente, avaliou-se o comportamento das misturas no estado fresco por meio do ensaio de consistência. Posteriormente, realizaram-se ensaios de resistência à compressão aos 28 dias e análises da eficiência autolimpante, por meio do manchamento das amostras com azul de metileno, seguido de exposição ao intemperismo natural, durante 56 dias. A autolimpeza foi monitorada por meio de registros fotográficos e de análises colorimétricas utilizando espectrofotometria no sistema CIE Lab*. Os resultados demonstraram que o aumento do teor de TiO₂ reduziu a consistência das argamassas, porém promoveu incremento na resistência à compressão, especialmente para os teores de 15% e 25%. Quanto ao desempenho autolimpante, verificou-se que as argamassas contendo TiO₂ apresentaram maior clareamento ao longo do tempo em comparação à amostra de referência. O teor de 15% apresentou o melhor desempenho fotocatalítico, evidenciado pelos maiores valores de luminosidade (L*), enquanto a composição com 25% indicou possível saturação das partículas fotocatalíticas.
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