Sistemas de fachadas ventiladas no cenário brasileiro e internacional: panorama científico e de mercado
DOI:
https://doi.org/10.18256/2318-1109.2026.v15i1.5230Palavras-chave:
Fachada Ventilada, Panorama científico, Panorama de mercado, Construção Civil, ArquiteturaResumo
A busca por soluções sustentáveis que reduzam custos energéticos e preservem os espaços urbanos tem se tornado cada vez mais relevante na construção civil. Entre as alternativas que vêm ganhando destaque estão as fachadas ventiladas, também conhecidas como Double Skin Façades (DSF). Esses sistemas são compostos por duas camadas (uma interna e outra externa) separadas por um espaço de ar, promovendo benefícios como melhoria da qualidade do ar interno, aumento do conforto térmico, menor uso de ar-condicionado e proteção contra agentes externos. Este trabalho utilizou três metodologias de pesquisa: a primeira foi uma revisão sistemática da literatura, com o objetivo de compreender o que está sendo pesquisado no Brasil e no mundo sobre o tema; a segunda consistiu em uma pesquisa de mercado exploratória, identificando empresas atuantes no Brasil e especializadas em fachadas ventiladas; por fim, foi realizada uma análise de estudos de caso para levantar dados de projetos reais e suas características construtivas. Os resultados indicaram que o vidro é o material predominante nos estudos analisados, enquanto outros materiais ainda são pouco explorados. Observou-se também uma escassez de publicações nacionais em comparação às internacionais, evidenciando a necessidade de mais pesquisas no Brasil. A pesquisa de mercado revelou que a maior concentração de empresas especializadas está na região Sudeste, especialmente em São Paulo, com destaque para o uso do porcelanato como material de revestimento. Nos estudos de caso, foram identificados dois sistemas principais de fixação: o oculto (com quatro variações) e o visível (com grampo metálico). Empresas como ULMA, Eliane e Portobello oferecem ampla variedade de materiais e dimensões, proporcionando flexibilidade estética e modularidade. A escolha dos sistemas e materiais impacta diretamente no custo, variando entre R$100/m² e R$400/m², além de influenciar o desempenho térmico das edificações. Os dados apontam para um panorama em desenvolvimento no Brasil, com potencial de expansão nos próximos anos.
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