Contribuições da psicologia ambiental para a arquitetura dos locais de tratamento de saúde mental
DOI:
https://doi.org/10.18256/2318-1109.2026.v15i1.5030Palavras-chave:
Percepção Ambiental. Arquitetura de Edifícios de Saúde. Ambientes Restauradores. Qualidade de Vida. Doença MentalResumo
Este artigo analisa a evolução dos espaços destinados ao tratamento de pessoas com transtornos mentais e discute o papel da arquitetura, sob a ótica da Psicologia Ambiental, enquanto estímulo para esse tratamento e promoção do bem-estar físico e emocional dos indivíduos. A pesquisa caracteriza-se como uma revisão narrativa da literatura, de abordagem qualitativa, que busca consolidar o estado da arte acerca das relações entre arquitetura e saúde mental. O levantamento bibliográfico compreendeu a identificação de marcos históricos da assistência psiquiátrica, bem como de conceitos e teorias da Psicologia Ambiental aplicados aos espaços de cuidado em saúde. Complementarmente, procedeu-se à análise de projetos de referência selecionados por incorporarem princípios arquitetônicos restauradores e humanizados. A análise evidencia que aspectos do ambiente construído, como iluminação, sons, integração com a natureza, privacidade e previsibilidade espacial, influenciam diretamente o comportamento, o bem-estar e os processos de recuperação e reabilitação psicossocial. Como resultado, apontam-se diretrizes projetuais capazes de transcender aspectos meramente estéticos, compreendendo a arquitetura como ferramenta terapêutica no cuidado à saúde mental. Espera-se incentivar discussões e reflexões sobre a integração entre Psicologia Ambiental e arquitetura de assistência à saúde, bem como o estabelecimento de um diálogo contínuo entre arquitetos, psicólogos e profissionais de saúde, visando à concepção de ambientes de tratamento mais humanizados e responsivos às necessidades dessa população.
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