Racismo em Profissionais da Política de Assistência Social: Uma Análise de Clusters

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18256/2175-5027.2025.v17i1.5112

Palavras-chave:

Assistência Social, clusters, racismo, preconceito racial

Resumo

A população negra é o principal público de atendimento da Política Nacional de Assistência Social (PNAS). Portanto, é fundamental compreender como fatores sociodemográficos e de trabalho estão relacionados a expressões de racismo e preconceito racial em profissionais desta política. Este estudo teve por objetivo caracterizar e comparar os diferentes perfis (clusters) de profissionais da PNAS em relação a um conjunto de crenças raciais e suas expressões. Complementarmente, buscou-se caracterizar tais perfis de acordo com variáveis sociodemográficas (e.g. gênero, raça) e de trabalho (e.g. tempo de atuação, nível de atenção). Participaram 175 profissionais (87,4% do gênero feminino e 12,6% do gênero masculino), com idades entre 23 e 65 anos. Os questionários utilizados foram: Critério Brasil, Escala de Racismo Moderno e Escalas de Preconceito Sutil e Flagrante. Os resultados indicaram quatro clusters diferentes. O Cluster 1 (n=7), composto por pessoas brancas, sem ensino superior completo, com maior número de filhos e divorciadas, destacou-se por apresentar as maiores médias nas três escalas, indicando maiores expressões de preconceito racial e racismo. Profissionais da Política de Assistência que manifestam expressões de racismo e preconceito racial podem contribuir para a manutenção do estado de vulnerabilidade pessoas negras.

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Biografia do Autor

  • Jéssica Fernandes da Silva, Universidade Federal de São Carlos
    Bacharel e mestra em psicologia pela UFSCar
  • Juliana Prates Santana, Universidade Federal da Bahia
    Juliana Prates Santana, psicóloga (Universidade Federal da Bahia), Mestre em Psicologia do Desenvolvimento (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Doutorado em Estudos da Criança (Universidade do Minho, Portugal). Atualmente é Professora Associada do Instituto de Psicologia da Universidade Federal da Bahia, atuando na graduação e pós-graduação. Coordenadora do Grupo de Estudos Interdisciplinares Infâncias, Crianças e Contextos (GEIC).
  • André Vilela Komatsu, Universidade de São Paulo
    Pesquisador do Laboratório de Análise e Prevenção da Violência (LAPREV-UFSCar), do Núcleo de Estudos da Violência (NEV-USP) e do Grupo de Estudos e Pesquisa em Desenvolvimento e Intervenção Psicossocial (GEPDIP-USP). Psicólogo, Mestre e Doutor em Psicologia, todos pela USP, com estágio doutoral na Universidade de Barcelona. Pós-doutor pelo Núcleo de Estudos da Violência (NEV-USP) e pelo Max Planck Institute for Human Development de Berlim. Especialista em ciências de dados.
  • Alex Sandro Gomes Pessoa, Universidade Federal de São Carlos
    Docente do Departamento de Psicologia e do Programa de pós-graduação em psicologia da Universidade Federal de São Carlos - UFSCar. Presidente da Associação Brasileira de Psicologia do Desenvolvimento. Bolsista de produtividade do CNPq. Visiting Scholar  na Universidade de Sydney,  Austrália (2024-2025), com financiamento da FAPESP (processo número  2023/11879-5)

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Publicado

03-11-2026

Edição

Seção

Artigo empírico

Como Citar

Fernandes da Silva, J., Prates Santana, J., Vilela Komatsu, A., & Gomes Pessoa, A. S. (2026). Racismo em Profissionais da Política de Assistência Social: Uma Análise de Clusters. Revista De Psicologia Da IMED, 17(1), 220-235. https://doi.org/10.18256/2175-5027.2025.v17i1.5112