TRATAMENTO DOS EFLUENTES DE UMA LAVANDERIA INDUSTRIAL: AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE DE DIFERENTES PROCESSOS DE TRATAMENTO.

Autores

  • Marta Verônica Buss Universidade do Oeste de Santa Catarina.
  • Edir Filipe Ribeiro Universidade do Oeste de Santa Catarina.
  • Ivo André Homrich Schneider Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Prof. do DEMET e do PPGEM da UFRGS.
  • Jean Carlo Salomé dos Santos Menezes UNOESC, PPBC&B

DOI:

https://doi.org/10.18256/2358-6508/rec-imed.v2n1p2-10

Resumo

O ramo de lavagem e tingimento de roupas é responsável por uma parcela significativa no consumo de água no meio urbano, no entanto são poucas as empresas que  preocupam-se em lançar seus efluentes, que apresentam uma diversidade de produtos empregados no processo de lavagem, como tensoativos, amaciantes, alvejantes, tinturas, fibras de tecidos, dentro de um padrão de qualidade estabelecido pelos órgãos ambientais.  As poucas que o fazem, limitam-se a processos simplificados de tratamento. O presente trabalho apresenta os resultados obtidos com a utilização de duas alternativas diferentes de tratamento dos efluentes gerados por uma lavanderia industrial típica. Os efluentes foram tratados pelos processos de coagulação-floculação e adsorção-coagulação-floculação utilizando sulfato de alumínio como coagulante.  Os resultados obtidos no tratamento dos efluentes quanto aos parâmetros físico-químicos, permitiram à partir de uma comparação com os valores de emissão autorizados pela FEPAM, através da licença operação da empresa, realizar uma análise  de capacidade dos processos de tratamento avaliados.O efluente tratado por coagulação/floculação melhorou significativamente a qualidade da água, porém ainda apresentou resultados insatisfatórios quanto ao parâmetro surfactantes, o que faz com que este processo de tratamento seja classificado como incapaz, o efluente tratado por adsorção/coagulação/floculação apresentou bons resultados em todos os parâmetros físico-químicos avaliados e pode ser considerado um processo capaz e de grande  confiabilidade em relação a todos os parâmetros de qualidade exigidos pelo órgão ambiental enquanto que o efluente bruto também não atende as exigências de emissão o que impossibilita o lançamento sem tratamento do efluente em um corpo receptor.

Biografia do Autor

  • Marta Verônica Buss, Universidade do Oeste de Santa Catarina.

    Engenheira Sanitarista e Ambiental pela Universidade do Oeste de Santa Catarina(UNOESC). Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Biotecnologia(PPGC&B)  da Universidade do Oeste de Santa Catarina. 

  • Edir Filipe Ribeiro, Universidade do Oeste de Santa Catarina.
    Acadêmico de Engenheira Sanitarista e Ambiental na Universidade do Oeste de Santa Catarina(UNOESC).
  • Ivo André Homrich Schneider, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Prof. do DEMET e do PPGEM da UFRGS.
    Químico. Mestre e Doutor em Engenharia pela Universidade Federal do Rio (UFRGS). Programa de Pós Graduação em Engenharia de Minas, Metalúrgica e dos Materiais (PPGEM) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
  • Jean Carlo Salomé dos Santos Menezes, UNOESC, PPBC&B
    Químico. Mestre e Doutor em Engenharia pela Universidade Federal do Rio (UFRGS). Programa de Pós Graduação em Engenharia de Minas, Metalúrgica e dos Materiais (PPGEM) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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Publicado

2015-05-13

Edição

Seção

Artigos